10 de abril de 2005

Faça um esforço de memória e tente se lembrar onde você estava neste dia, neste ano.

Não lembra???

Essa foi a data do primeiro jogo da finalíssima do Campeonato Catarinense de 2005.

Criciúma x Atlético de Ibirama, no estádio Heriberto Hülse com 16.467 tricolores.

O Atlético vinha de um vice-campeonato conquistado em 2004 (perdeu pro Figueirense), além daquela história de cachorros e spray de pimenta, que todos torcedores do Criciúma gostariam de esquecer (mas se você quiser lembrar, eis o link do fiasco).

Ficha de Criciúma 1 x 1 Atlético de Ibirama pelo Catarinense de 2005
Ficha do jogo fornecido pelo Site do João Nassif

Esse jogo foi muito especial. Bom, pelo menos pra mim, que fui pela primeira vez ao Heriberto Hülse disfarçado de fotógrafo.

Como um fanático tricolor, e atordoado pela oportunidade que o Patrick (criador do site FuteboldoTigre) me deu, levei logo duas máquinas digitais e uma.. Ahn.. Analógica (?), daquelas de filme, não tem? Tudo pra registrar esse momento de glória. Enfim, das fotos que tirei na máquina comum, revelei todas -- acho que foram dois filmes de 36 poses -- e aproveitei só duas, que ficaram razoáveis. Como é que esses caras conseguem? Haja timing e experiência.

Mas a grande ironia é que, apesar de tantas fotos batidas (e poucas aproveitadas), simplesmente perdi TODAS! Coloquei num álbum (daqueles que a gente ganha quando revela, não tem?) e nunca mais achei. Menos mal que algumas eu escaneei, *e agora vagam internet afora até que eu as ache novamente* como você pode ver aqui e aqui, sendo que essa última é a minha segunda razoável. A melhor fiz até papel de parede (tosco, é verdade, mas fiz).

Num dia anterior ao jogo, fui ao Ginásio Colombo Salles ver o jogo da Anjo/Criciúma (acho que era contra UNOESC) e aproveitar para “aprender a tirar fotos dos lances”. Levei uma digital e a comum. Claro que, como um grande fotógrafo amador, só percebi que as pilhas recarregáveis da máquina digital não tinham mais carga dentro do ginásio. Falo pro porteiro que vou até o bar da esquina comprar algumas pilhas “senão o editor me mata” (eu acho que eu devia tentar a carreira de ator e não de fotógrafo), e compro 4 excelentes pilhas por R$ 2. Não preciso nem dizer que só deu o tempo de ligar a máquina e no primeiro flash ela apagar por completo.

Mas, apesar do amadorismo inicial, estava preparado. Saquei a comum da bolsa (é, levei até uma bolsa de guardar máquinas) e tirei só umas 5 fotos do jogo (tava guardando filme pro dia seguinte), após o drible dado na segurança (“dá licença, trabalho para a Record”). Logo cansei daquela baboseira toda e fui até a escada para tirar algumas fotos lá de cima.

Adivinhem quem eu logo vi no penúltimo degrau? Luciano, Douglas, “um que eu não lembro” (será que era o Athos?) e Ceará, assistindo o jogo! Rá! Xeque-mate! Ia estampar a página principal da Futebol do Tigre. Explico tudo pra eles (“Boa noite, sou o Rodrigo da Rede SC e queria tirar umas fotos de vocês, tudo bem?”). A essa hora minha língua já doía tanto de mordida pra não rir, que depois da foto agradeci um por um e desejei boa sorte no jogo de amanhã, “vamos vencer esse Ibirama filha de uma puta!”. Aí eles tiveram a certeza de que não veriam foto nenhuma na tal Rede SC (que, aliás, só tem mídia impressa na capital).

O pior da história vem agora. Cheguei em casa, todo contente, e falei pro meu pai que tinha tirado uma foto muito bacana no início da minha breve carreira de fotógrafo. Como todo brasileiro, queria logo ver a foto em suas mãos. Pra isso, teve a esperteza e sagacidade de abrir a tampa que guarda o filme na máquina. Mesmo quem só lidou com digital até hoje sabe o que aconteceu com as fotos… Santa paciência. Só não tive um ataque porque não sou epiléptico.

No dia seguinte, o empate que nos amedrontou na hora, mas depois da vitória em Ibirama, com o caneco na mão, pudemos suspirar aliviados como campeões Catarinenses de futebol.

Fotos do jogo no Picasa TigreLOG (tirados tanto por mim como por Ulisses Job, do Diário Catarinense):

Nunca vou esquecer esse final de semana.

Dale Athos, onde será que ele tá agora?

Texto originalmente publicado em http://tigrelog.blogspot.com/2006/12/vdeo-tigre-1-x-1-atltico-ib.html

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SOBRE O AUTOR:  Advogado, 26 anos, nasceu em Florianópolis e morou em Criciúma durante sua infância. Acredita que o problema está (quase) sempre no meio-campo. Tem certeza que o Chope Strauss vendido no HH é vitamina de mamão disfarçada de cerveja e já levou um megafone ao estádio para exercer o passatempo mais famoso das antigas descobertas: Cornetear qualquer coisa que respire.




2 comentários

  1. 10 de abril de 2005 http://cli.gs/hdG3H

  2. Comentário de Dale Tigre (Perm)
    Postado em 10 abril 2010 às 14:04

  3. 10 de abril de 2005 http://cli.gs/4bT0Y

  4. Comentário de Dale Tigre (Perm)
    Postado em 15 abril 2010 às 1:10



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