Estou retornando de Uberlândia, Minas Gerais, cidade com cerca 700 mil habitantes, já na divisa com o Estado de Goiás, onde estive para acompanhar o Tigre na Taça Belo Horizonte de Juniores, transmitindo o jogo de quarta-feira, contra o Bahia, no mata-mata da segunda fase, no microfone da rádio Eldorado. Imaginava eu que minha estada em terras mineiras seria maior. A grande campanha do Criciúma, na fase classificatória, onde terminou em primeiro num grupo muito difícil, deixando para trás São Paulo, Grêmio e Coritiba, credenciou o time como favorito no confronto contra os baianos. Era o que pensávamos, e era o que todos por aqui também imaginavam. Não deu. O Tigre acabou perdendo para um adversário inferior àqueles que ele havia enfrentado na primeira fase.
O jogo
O técnico Luiz Gonzaga Milioli armou um time fechado na defesa com três zagueiros, um quadrado no meio de campo, e apenas um atacante. Foi na verdade uma senhora retranca, dentro de esquema que o técnico sabe como poucos, armar. Eu não gosto desse esquema, mas não havia outra maneira de armar o time. O Criciúma chegou “quebrado” para esse confronto, com Georginho, quem sabe o maior destaque da equipe, suspenso, e André Gava machucado. Além disso, com o time vindo de um jogo extremamente desgastante, no domingo, contra o São Paulo, em jogo que começou as 12:30 horas. No jogo todo só deu Bahia atacando. No primeiro tempo o Criciúma, dentro da estratégia adotada, controlou o jogo, saindo com qualidade quando tinha a bola dominada. Mas no segundo tempo prevaleceu o cansaço, e não houve como evitar a derrota.
RASANTES
Sou totalmente contra retranca, como vimos no Criciúma que jogou diante do Bahia. Mas fui testemunha presente de que havia muitos problemas, pelo cansaço, pela contusão de André Gava e pela ausência de Georginho.
Se Georginho tivesse jogado, o Criciúma não perderia para o Bahia. É bom lembrar que o esquema de jogo foi o mesmo na grande campanha da fase classificatória, com apenas um atacante, no estilo “pega ratão” do Gonzaga.
Eu não jogaria na retranca, mesmo com todos os problemas. O Bahia é inferior a Uberlândia, Coritiba, Grêmio e São Paulo, com quem o Tigre jogou na primeira fase e foi campeão do grupo. Gonzaga foi fiel ao que fez na primeira fase. Dessa vez não deu.
Na verdade, o time Junior do Criciúma está em formação, tal qual o profissional. Faltam várias peças. Retornaram de Uberlândia, com a delegação, três jogadores mineiros. É pouco. É preciso qualificar melhor o grupo.
Depois do jogo em Uberlândia, ainda no estádio João Havelange – Parque do Sabiá – um empresário me procurou, pedindo informações sobre Georginho, e me disse que o Coritiba vai tentar tirá-lo do Criciúma.
GOL DE PLACA: Enquanto os grandes estavam em hotéis, o Criciúma foi “colocado” numa casa em Uberlândia, suja e mal arrumada. Delegação do Tigre deu um banho, limpando e arrumando tudo. Sem reclamar.
GOL CONTRA: o estado de abandono do belo estádio João Havelange, Parque do Sabiá, em Uberlândia. Nas cabines de rádio poeira e goteiras pra todo lado.




















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